Seminário Design de Interação

 

Inchworms - Arthur Ganson


A obra Inchworms consiste em um carrinho ligado a uma esteira rolante felpuda e três pequenas estruturas. Ao empurrar o carrinho, movem-se a esteira e as estruturas que simulam o movimento de uma minhoca. Essa obra, por ter um mecanismo um tanto quanto simples e de fácil compreensão, se beneficia da magia da experiência e não depende de um espaço específico, apesar de  fazer com que o espectador explore mais o espaço através de sua manipulação. Ela é mais próxima de ser um não-objeto já que depende da interação do espectador para fazer algum sentido, mas a existência do objeto carrinho em sua composição deixa turva a linha da separação de sua definição entre objeto e não-objeto. Não há na obra indícios de potencialidade ou virtualidade, visto que a interação se limita a empurrá-la, e ela pode ser considerada como não obstacularizante. O número de minhocas e o material utilizado para fazê-las, o tamanho do carrinho e a textura do material que cobre a esteira são parâmetros que, caso fossem trocados, mudaria completamente a dinâmica da Obra.





Open Burble - Usman Haque


Open Burble, se trata de uma grande "parede" interativa de balões coloridos em que os espectadores podem controlar tanto o formato da estrutura, quanto a cor emitida por cada balão. A interação se dá em grupos massivos, o que a torna um tanto quanto caótica, já que pelo alto número de pessoas não dá para saber qual será consequência da ação de cada indivíduo, e por isso a experiência do participante depende da magia da ignorância. A escala da obra a torna obstacularizante e ela não depende de um local específico para o seu funcionamento, houveram instalações da Open Burble por todo o mundo. A estrutura pode ser considerada um não-objeto, pois só passa a existir com a tomada de ação do espectador. A princípio, a ideia da obra dá indícios de potencialidade e de virtualidade para a construção coletiva de algo maior, sendo essa a proposta original do autor, entretanto, na prática ela perde essas características por sua execução caótica citada anteriormente. O tamanho da estrutura, número de balões, as centenas de opções de cores e a quantidade de pessoas que participam da obra ao mesmo tempo são parâmetros que a impactam negativamente e acabam por restringir as possibilidades de uso.





Little Boxes - Bego M. Santiago


A obra Little Boxes compreende uma série de baús de tamanhos diferentes que têm projetados sobre si vídeos pré-gravados de pessoas que fogem quando o espectador se aproxima e voltam para suas posições receosamente quando ele vai embora. A obra funciona através da magia da experiência, todavia, essa magia dura pouco tempo, pois a gama de possibilidades de interação é minúscula, gerando uma rápida perda de interesse no espectador. Por esse motivo, ela também não demonstra indícios de potencialidade ou virtualidade. A estrutura não tem relação forte com o espaço, podendo ser instalada em qualquer lugar. Além disso, as caixas dão a obra o caráter obstacularizante e de objeto. A quantidade de reações das pessoas pré-gravadas para a ação do espectador é o principal parâmetro que afeta a experiência da obra.


 










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